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POLOBS conclui Mapeamento do Setor Cultural e Criativo Metropolitano e reforça desenvolvimento da futura Plataforma Metropolitana para a Cultura Voltar

quarta-feira, 29/07/2026   
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O POLOBS, Observatório de Políticas de Ciência, Comunicação e Cultura, da Universidade do Minho, concluiu o Mapeamento do Setor Cultural e Criativo Metropolitano da Área Metropolitana do Porto (AMP), um projeto que identificou 7.319 ativos culturais distribuídos pelos 17 municípios da região, constituindo o mais abrangente levantamento alguma vez realizado sobre o ecossistema cultural metropolitano.
Desenvolvido ao longo de mais de um ano de investigação, o projeto combinou metodologias quantitativas e qualitativas para construir uma base de conhecimento rigorosa e atualizada sobre o património cultural da região. Desde abril de 2025 foram realizadas 34 sessões de cartografia institucional e emocional, envolvendo mais de 400 participantes, a que se somaram mais de 60 observações diretas em contexto territorial. O projeto contou ainda com a colaboração de oito bolseiros de investigação das áreas das Ciências da Comunicação, Sociologia, História, Património e Estudos Culturais, refletindo uma abordagem multidisciplinar na análise do setor cultural e criativo.
No dia 13 de julho, o estudo foi apresentado aos vereadores da Cultura da Área Metropolitana do Porto, numa reunião coordenada pela Secretária Metropolitana, Andreia Ferreira. A apresentação foi conduzida pelo co investigador responsável e coordenador da metodologia do projeto, Manuel Gama, que deu a conhecer os principais resultados do trabalho e o modelo metodológico desenvolvido para a identificação, caracterização e georreferenciação dos ativos culturais.
Na ocasião, Andreia Ferreira destacou que o estudo constitui "uma base de conhecimento inédita sobre o ecossistema cultural metropolitano e um importante instrumento de apoio à definição de políticas públicas, ao planeamento estratégico e ao desenvolvimento de futuras iniciativas de cooperação". O documento, previsto na Carta Metropolitana para a Cultura 2023-2028, foi posteriormente encaminhado para apreciação pelos órgãos metropolitanos.
No dia 24 de julho, o investigador responsável pelo projeto, José Gabriel Andrade, apresentou o Mapeamento do Setor Cultural e Criativo Metropolitano na reunião do Conselho Metropolitano do Porto, onde o estudo foi aprovado por unanimidade pelos 17 presidentes de Câmara da Área Metropolitana do Porto.
A aprovação representa um passo decisivo para a criação da futura Plataforma Metropolitana para a Cultura, uma infraestrutura digital que permitirá disponibilizar a georreferenciação dos ativos culturais da região, assegurando a atualização contínua da informação e promovendo uma gestão integrada do conhecimento sobre o património cultural metropolitano.
Durante a reunião, o vice-presidente do Conselho Metropolitano do Porto, Amadeu Albergaria, salientou que o projeto resulta de um trabalho desenvolvido em estreita articulação entre a Universidade do Minho e os 17 municípios da Área Metropolitana do Porto, permitindo criar um instrumento estratégico de apoio à tomada de decisão. Destacou igualmente o papel da cultura enquanto elemento estruturante da identidade metropolitana, promovendo a cooperação, a partilha e a coesão entre os diferentes territórios.
Também a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, sublinhou que o mapeamento ultrapassa a lógica de um simples repositório de informação, constituindo uma ferramenta estratégica para fortalecer a colaboração entre os municípios, potenciar novas redes de cooperação e consolidar uma visão integrada do território metropolitano.
Por sua vez, o Primeiro Secretário da Área Metropolitana do Porto, Agostinho Branquinho, referiu que a aprovação do estudo permite à região dispor, pela primeira vez, de uma visão abrangente, sistematizada e estruturada do seu património cultural, criando as condições necessárias para o desenvolvimento da Plataforma Metropolitana para a Cultura.
Para José Gabriel Andrade, investigador responsável pelo projeto, "o conhecimento produzido constitui uma base estratégica para compreender a diversidade cultural do território metropolitano e apoiar decisões futuras assentes em evidência científica". Salienta ainda que "o projeto demonstra o contributo que a investigação aplicada pode oferecer às políticas públicas, aproximando a universidade dos territórios e das comunidades".
O trabalho desenvolvido pelo POLOBS reforça, assim, o papel da investigação científica na produção de conhecimento orientado para a ação, disponibilizando informação rigorosa que contribuirá para a valorização, articulação e promoção do setor cultural e criativo da Área Metropolitana do Porto, bem como para o desenvolvimento de políticas públicas mais informadas, participadas e sustentáveis.
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