A exposição estará patente na Biblioteca Geral do Campus de Gualtar entre 16 de fevereiro e 9 de março, e entre 10 e 26 de março na Biblioteca do Campus de Azurém. Neste contexto, serão realizadas duas sessões de «Conversas sobre Colonialismo», a 25 de fevereiro (Instituições Culturais e de Memória) e a 26 de março (Confrontos Contemporâneos).
Esta exposição, concebida e coordenada por Isabel Castro Henriques, é organizada pelo Museu Nacional de Etnologia em parceria com o Centro de Estudos Africanos e de Desenvolvimento do ISEG. Apresenta as principais dinâmicas do colonialismo português em África entre os séculos XIX e XX e procura desmontar os mitos criados pela ideologia colonial, promover a descolonização dos imaginários portugueses e renovar, de forma acessível e educativa, o conhecimento sobre o passado colonial. O objetivo é envolver o público e as comunidades na valorização e divulgação das suas próprias culturas, com base no compromisso do Museu em estudar a proveniência das suas coleções não europeias e refletir criticamente sobre o contexto colonial em que foi criado e reuniu as suas primeiras coleções.
A narrativa da exposição desenrola-se ao longo de um eixo histórico — painéis temáticos sobre as forças que estruturaram o colonialismo português — e um eixo artístico, com obras que revelam a profundidade cultural e intelectual das sociedades africanas. Este segundo eixo reúne 139 obras, principalmente das coleções do Museu Nacional de Etnologia, incluindo peças depositadas pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo colecionador Francisco Capelo, bem como obras contemporâneas de Lívio de Morais, Hilaire Balu Kuyangiko e Mónica de Miranda. Parte das comemorações do 50.º aniversário do 25 de abril, a exposição é o resultado do trabalho de cerca de trinta investigadores e da colaboração de várias instituições nacionais e estrangeiras, que forneceram a extensa documentação iconográfica utilizada nos painéis explicativos.
O projeto inclui também o ciclo «Cinema e Descolonização», com filmes dedicados às realidades pós-coloniais, apresentados no ISEG e no Museu Nacional de Etnologia.
Numa organização conjunta dos centros de investigação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho – CECS, CICS, CRIA e Lab2Pt, serão realizados dois debates:
26 de fevereiro de 2026 (quinta-feira), das 14h30 às 17h, Sala Atos ICS Gualtar (Edf 15)
Conversas sobre colonialismo: instituições culturais e de memória
Moderadora: Sheila Khan (Universidade Lusófona, Porto)
Isabel Castro Henriques (Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa)
Santos Simão (Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Lab2PT/IN2PAST)
Maria Figueira (IHC | NOVA FCSH, Lisboa / Universidade de Évora – IN2PAST)
25 de março de 2026 (quarta-feira), das 14h30 às 17h00, Auditório de Engenharia II (Edifício 16)
Conversas sobre colonialismo: confrontos contemporâneos
Moderador: Francisco Mendes (Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho)
Julião Soares (Centro de Estudos Interdisciplinares, Universidade de Coimbra, CEIS20)
José Carlos Venâncio (Universidade da Beira Interior, CECS)
Laura Burocco (CRIA, ISCTE-IUL – IN2PAST)